Nostagia Cinza

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Sei que as férias já acabaram, mas os motivos para ir ao cinema não. Nas próximas duas semanas, algumas tramas bem interessantes, fofas, arrepiantes e incríveis vão chegar às telefonas de todo o país. Separei cinco filmes que estão na minha lista para assistir e espero que sirvam de indicações para quem estiver buscando uma história nova para conhecer.


ÁGUAS RASAS
Nancy (Blake Lively) é uma jovem médica que está tendo de lidar com a recente perda da mãe. Seguindo uma dica sua, ela vai surfar em uma paradisíaca praia isolada, onde acaba sendo atacada por um enorme tubarão. Desesperada e ferida, ela consegue se proteger temporariamente em um recife de corais, mas precisa encontrar logo uma maneira de sair da água.




NERVE - UM JOGO SEM REGRAS

A tímida Vee DeMarco (Emma Roberts) é uma garota comum, prestes a sair do ensino médio e sonhando em ir para a faculdade. Após uma discussão com sua até então amiga Sydney (Emily Meade), ela resolve provar que tem atitude e decide se inscrever no Nerve, um jogo online onde as pessoas precisam executar tarefas ordenadas pelos próprios participantes. O Nerve é dividido entre observadores e jogadores, sendo que os primeiros decidem as tarefas a serem realizadas e os demais as executam (ou não). Logo em seu primeiro desafio Vee conhece Ian (Dave Franco), um jogador de passado obscuro. Juntos, eles logo caem nas graças dos observadores, que passam a enviar cada vez mais tarefas para o casal em potencial.




PETS - A VIDA SECRETA DOS BICHOS
Max é um cachorro que mora em um apartamento de Manhattan. Quando sua querida dona traz para casa um novo cão chamado Duke, Max não gosta nada, já que seus privilégios parecem ter acabado. Mas logo eles vão ter que pôr as divergências de lado quando um incidente coloca os dois na mira da carrocinha. Enquanto tentam fugir, os animais da vizinhança se reúnem para o resgate e uma gangue de bichos que moram nos esgotos se mete no caminho da dupla.




STAR TREK: SEM FRONTEIRAS
Após sofrerem com a ira de John Harrison (Benedict Cumberbatch), Kirk (Chris Pine), Spock (Zachary Quinto), Uhura (Zoe Saldana), McCoy (Karl Urban), Sulu (John Cho), Chekov (Anton Yelchin) e Scotty (Simon Pegg) retornam à Enterprise para uma nova e difícil aventura intergaláctica.




CAFÉ SOCIETY
Anos 1930. Bobby (Jesse Eisenberg) é um jovem aspirante a escritor, que resolve se mudar de Nova York para Los Angeles. Lá ele deseja ingressar na indústria cinematográfica com a ajuda de seu tio Phil (Steve Carell), um produtor que conhece a elite da sétima arte. Após um bom período de espera, Bobby consegue o emprego de entregador de mensagens dentro da empresa de Phil. Enquanto aguarda uma oportunidade melhor, ele se envolve com Vonnie (Kristen Stewart), a secretária particular de seu tio. Só que ela, por mais que goste de Bobby, mantém um relacionamento secreto.



*Para fins de direitos autorais, declaro que as imagens utilizadas neste post não pertencem ao blog. Qualquer problema ou reclamação quanto aos direitos de imagem podem ser feitas diretamente com nosso contato. Atenderemos prontamente. Fonte: aki.photograph, flickr..


Ficou com vontade de assistir algum desses filmes? Faltou algum aqui na lista? Não deixe de me contar aqui nos comentários <3
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Alguns livros aparecem na nossa vida para reconquistar a fé na humanidade e o fazem de uma forma simplesmente encantadora. Alucinadamente feliz foi uma dessas surpresas que definitivamente vão ocupar um lugar mais que especial na minha estante. É um livro humano, honesto e incrível que todo mundo deveria tirar um tempo para ler pelo menos alguns capítulos.

“Hoje meu marido, Victor, me entregou uma carta informando a morte inesperada de mais um amigo. Talvez você imagine que isso vai me lançar numa espiral de ansiolíticos e músicas da Regina Spektor, mas não. Não vai. Estou de saco cheio da tristeza e não sei qual é o problema do universo, mas pra mim JÁ CHEGA. VOU SER ALUCINADAMENTE FELIZ, SÓ DE RAIVA.”

            Alucinadamente feliz é um livro simplesmente encantador. Antes mesmo de começar a ler os primeiros capítulos já estava rindo das sutilezas de Jenny Lawson. A Intrínseca caprichou na edição do livro, são diversos detalhes para entreter o leitor e exemplificar a personalidade excêntrica de Jenny. O livro é cheio de notas de rodapé da autora que chegam a ser mais engraçados do que a narrativa em si, se é que é possível.
            O livro é composto por vários capítulos seguindo a ideia de ser uma coletânea de crônicas. Jenny Lawson é uma depressiva altamente funcional com transtorno de ansiedade grave, depressão clínica moderada, distúrbio de automutilação brando, transtorno de personalidade esquiva e um ocasional transtorno de despersonalização, além de tricotilomania (que é a compulsão de arrancar os cabelos). Além disso, Jenny também possui vários distúrbios de sono (quase todos, menos o que ela queria, de acordo com a autora), além de sofrer com uma grave artrite. Todos esses problemas são mais do que suficientes para que Jenny passasse por situações bem dolorosas durante sua vida, mas, mesmo assim, ela se mostra uma mulher extremamente forte e decidida a ser feliz acima de tudo que a aflige.
            São diversas histórias engraçadas com comentários e pensamentos hilários. Alguns capítulos são mais cômicos, como “Tenho um distúrbio do sono que ou vai me matar ou vai matar outra pessoa”. Apesar de ser um assunto sério, Jenny comenta a respeito de suas experiências de uma forma leve e digna de um stand up comedy. Já outros capítulos são mais tocantes e, mesmo sem perder seu típico humor, falam de momentos mais sofridos e comoventes. Um dos meus favoritos é “Finja que é boa nisso”, em que a autora descreve um momento incrível em que estava no meio de uma dor absurda causada pela artrite e pisou na neve pela primeira vez. Em meio a um momento horrível ela consegue tirar uma experiência mágica. É realmente inspirador.
            Jenny Lawson é uma mulher realmente admirável e muito sincera. Ela não tem medo de ser quem ela é e, levando em conta todos os pensamentos que tomam conta de sua mente nos seus piores dias, é encantador conhecer um pouco mais de seu jeito extrovertido. Ela está sempre tentando ser a melhor versão de si mesma, mesmo que isso signifique passar um dia inteiro sem fazer nada além de comer uma enorme quantidade de salgadinhos ou passar horas e horas debaixo das cobertas assistindo a reprises de Doctor Who com sua filha.
            Algo muito interessante de observar durante o livro é o relacionamento de Jenny com seu marido, Victor, e sua filha. É muito difícil e complicado conviver com alguém que sofre de transtornos mentais, é impossível entender perfeitamente o que a pessoa sofre. Entretanto, Victor se mostra um marido muito presente e extremamente compreensivo. Ambos são completamente diferentes, mas, mesmo com inúmeras discussões (algumas delas escritas em detalhes nos livros), a dinâmica entre eles parece funcionar perfeitamente. 
Se você sofre de depressão, ansiedade, crises de pânico, ou qualquer outro transtorno que te atormenta e te impede de ser quem você é, e ser feliz, esse é um livro indiscutivelmente necessário. Se você conhece alguém que já sofreu ou que sofre também, é um presente muito bem-vindo e é uma das melhores ajudas que você poderia oferecer. Alucinadamente feliz não é um livro de autoajuda, não é um manual, é melhor. Jenny é uma amiga incrível que te entende de forma sincera e oferece uma nova perspectiva a respeito dos momentos mais difíceis que esses transtornos podem causar.
Alucinadamente feliz é um livro tocante, engraçadíssimo e extremamente necessário. Jenny Lawson faz uma contribuição gigantesca para uma sociedade que só agora está começando a aceitar a gravidade de doenças como a depressão e a ansiedade. É um livro que transcende gêneros e gerações.

MELHORES CAPÍTULOS

• Tenho um distúrbio do sono que ou vai me matar ou vai matar outra pessoa
• Finja que é boa nisso
• Não sou psicótica. Só preciso passar a sua frente na fila
• Deixei meu coração em São Francisco (mas substituía "em São Fransisco" por "na casa dos lêmures" e "coração" por uma interrogação triste)
• Aprendias: uma entrevista com a autora. O que eu quero que você saiba: morrer é fácil. Humor é difícil. Depresso clínica não é um passeio, porra!
• Louca como uma raposa ao contrário
• Cosias que posso ter dito sem querer em momentos de silêncio desconfortável
• Você está melhor do que Galileu. Porque ele está morto.
• Tudo depende do seu ponto de vista (O Livro de Nelda)
• O grande questionário
• Aquele bebê estava delicioso
• Poderia ser mais fácil, mas não seria melhor

Alucinadamente feliz foi escrito por Jenny Lawson e publicado pela editora Intrínseca.

            Classificação: 5/5 estrelas.

 


“"Não, não. Eu insisto que você pare agora mesmo.
Ainda está aqui? Excelente. Agora não vai poder me culpe por nada que encontrar neste livro, porque eu avisei que deveria parar e você continuou mesmo assim. Você é como a mulher do Barba Azul quando encontrou todas aquelas cabeças no armário. (Alerta de spoiler) Mas, particularmente, acho que isso é bom. Ignorar as cabeças humanas decepadas no armário não contribui para um relacionamento, só gera um armário com sérios problemas de higiene e possivelmente uma acusação de cúmplice. Você precisa enfrentar essas cabeças decepadas, pois não pode crescer sem reconhecer que todos somos feitos da esquisitice que tentamos esconder do resto do mundo. Todo mundo tem cabeças humanas no closet. Às vezes as cabeças sal segredos ou confusões não ditas, ou ainda média silenciosos. Este livro é uma dessas cabeças decepadas. O que você tem nas mãos é a minha cabeça decepada. A analogia é ruim, mas, em minha defesa, eu disse que era melhor parar. Não quero culpar a vítima, mas agora estamos juntos nessa.”

Gostou da resenha? Já leu o livro ou ficou com vontade de ler? Então não esqueça de deixar uma curtida ou um comentário ;)
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O amanhecer tentava anunciar sua chegada pelas cortinas de voil. O pequeno espaço entre as duas cortinas permitia que um feixe de luz chegasse até a cama.
Ele empurrou um pouco as pesadas cobertas pra seu colo e se virou tentando alcançar o chão com os pés. Aquela cama alta às vezes podia ser uma benção e uma maldição. Tocou seus pés cansados no tapete persa e se levantou com certo esforço. Caminhou até a janela e terminou de fechar as cortinas antes que ela acordasse, seu sono era mais leve que as pétalas de sua orquídea favorita. Ele sorriu com esse pensamento.
Dando a volta no quarto, olhou para a cama e quase riu ao procurá-la entre as camadas de lençóis e cobertores. Tão pequena, ela ainda dormia como se não fizesse menção nenhuma de acordar.
Ele abriu a porta com cautela e saiu da forma mais silenciosa que seus passos pesados permitiam. O corredor o recebeu com vários porta-retratos e quadros pendurados pelas paredes e um familiar cheiro de lavanda. De vez em quando ele se permitia parar no meio do caminho, escolher alguma daquelas memórias e mergulhar nas lembranças de um passado que parecia cada vez mais distante e, de uma forma estranha, cada vez mais presente.
A luminosidade da cozinha já o presenteava com uma bela manhã antes mesmo que ele virasse o corredor. O tímido ruído da máquina de café era quase imperceptível.
– Bom dia – ele sorriu para a ajudante que acabara de colocar duas fatias de pão na torradeira.
– Bom dia, senhor – ela retribuiu com genuína simpatia. Ela era sempre tão gentil...
Até algum tempo, ele ainda conseguia se levantar antes que ela chegasse, mas ultimamente algumas dores exigiam que ele ficasse alguns minutos a mais na cama de repouso. Nada preocupante.
Ele atravessou a cozinha e abriu a porta de vidro que dava para o jardim. Seus olhos se acostumaram rapidamente à claridade e ele se permitiu respirar fundo e assimilar todos aqueles aromas que ele tanto amava.
O jardim nos fundos da casa era seu paraíso particular, um verdadeiro mar de cores e aromas frescos. Era um cenário digno de um filme europeu. A casa de tijolos, telhado inclinado e arquitetura alemã eram um pequeno espaço de cores vivas em meio a um bairro pacato. Não que as outras casas dali seguissem o padrão acinzentado da cidade grande, mas a sua casa, o seu lar, definitivamente se destoava. Mas o jardim era sua menina dos olhos, era aquilo que ele procurava quando abria a janela de manhã. Ele podia ficar em êxtase só por saber que todas as suas flores estavam crescendo e sendo cuidadas bem debaixo da sua janela.
Fechou a porta da cozinha e seguiu em frente até onde o chão se transformava em um caminho de pedras e o cercava de cores.
As azaleias eram as que primeiro lhe chamavam a atenção. Quando se conheceram, sua esposa lhe disse que eram suas favoritas por causa da cor. Ela sempre amou a cor rosa e nunca se envergonhou disso. Adorava esbanjar sua feminilidade. Com o tempo elas deixaram de ser suas prediletas, mas continuavam embelezando constantemente alguns vasos espalhados pela casa.
Os girassóis, carentes de atenção, se erguiam pomposos. Esguios e chamativos, eram um lembrete constante de sua juventude, de um tempo em que ele mesmo se via cheio de vida, sempre em direção ao sol.
Suas estrelícias, discretas em meio às suas longas folhas verdes, davam um ar exótico ao seu jardim de cores. Depois de alguns anos tentando fazê-las florescer, podia praticamente sentir seu peito se estufando toda vez que passava por elas. Ainda conseguia se lembrar de todas as vezes em que, quando mais novo, se ajoelhou ao lado da muda, com os braços e pernas cheios de terra, e se perguntou o que estaria fazendo de tão errado quando não conseguia fazer nascer uma flor.
Ah, o dente de leão... Quando a primeira planta cresceu em seu jardim, ele se sentiu receoso. Não tinha planejado plantá-la, e mesmo quando fez todas as adaptações no jardim e a arrancou, não pôde deixar de ficar surpreso quando, algum tempo depois, esporádicos pontinhos brancos voltaram a morar por ali. Com o tempo (e mais algumas tentativas), ele passou a deixar de vê-la como uma praga e a vê-la com certa admiração. E como negar a beleza das sementes que voam com tamanha graciosidade?
Quando mais nova, sua esposa adorava arrancar alguns dentes de leão e, com os olhos fechados, soprava e se deleitava com a sensação de vê-los voando por aí. Às vezes ela era capaz de passar uma manhã inteira procurando dentes de leão no jardim. Hoje ele percebe que só permitiu com que continuassem crescendo em seu jardim porque adorava a expressão no rosto da esposa. A quantidade crescente deles era um lembrete de como a frequência das visitas diminuiu. Ele entendia os joelhos cansados, os passos lentos, o fôlego fraco, mas ainda assim, sempre que pisava no jardim sentia a nostalgia visitá-lo por alguns instantes.
As rosas, grandes clichês, em nada se perdiam no jardim. Seu aroma era inconfundível ao seu olfato, mesmo que fosse quase imperceptível à distancia para os outros.
Ele foi até suas roseiras e decidiu pegar duas de cada cor. Com uma tesoura na mão, tomou todo cuidado para escolher vermelhas, amarelas, brancas e champagne. Olhando para as vermelhas e brancas de novo, decidiu pegar mais uma de cada. Com seu pequeno buquê nas mãos, analisou com cuidado as pétalas e levou-as até o nariz. Suspirou em contentamento.
Fazendo sua caminhada diária em seu pequeno paraíso, foi até seu cantinho especial e se sentou no banco de madeira que descansava na sombra. As margaridas eram suas favoritas. Brancas de pureza e amarelas de alegria, eram pequenos pontinhos constantes em seu jardim. Não tinham a beleza extravagante das suas orquídeas ou cerejeiras, eram mais fáceis de cuidar e bem mais encantadoras. Sempre aos montes, ele se orgulhava de olhá-las da janela do quarto, da mesa acomodada no meio do jardim, da varanda da cozinha. Por onde quer que ele passasse na casa, seus olhos sempre buscavam suas meninas.
Por mais que quisesse continuar sua caminhada, sentia suas juntas rangendo e seus braços procurando algum apoio. Forçou-se a dar por encerrada sua caminhada e, segurando seu pequeno buquê entre as mãos, voltou pelo pequeno caminho de pedras que levava até a varanda da cozinha.
Como sempre fazia antes de voltar para dentro de casa, olhou por cima do ombro para admirar seu jardim. Um centro de cores e aromas, de memórias e desejos, alguns mais desvanecidos que outros. Após anos de adaptações, estudos e muita dedicação, ele conseguiu construir um lugar do qual pudesse sentir orgulho. Um lugar para se admirar todo dia.
Limpou os pés no tapete da entrada e, após um copo d’água, retomou seu caminho para o quarto. O sorriso encantado que a ajudante direcionou ao delicado buquê passou despercebido.
Ao chegar no quarto, comemorou mentalmente por ela ainda estar dormindo. Não ficou no jardim tanto tempo assim, afinal. Preocupou-se em ajeitar uma última vez as rosas em suas mãos e as colocou delicadamente na cômoda ao lado de sua esposa.
Todo dia ele se preocupava em acordar cedo, antes que ela despertasse, e descia até o jardim para montar um buquê. Flores eram pequenos presentes da natureza e sua esposa era a maior recompensa de todas. Na época em que “uma flor para uma flor” não soava tão banal, ele pensou que não haveria nada mais verdadeiro que aquela frase.
Todo dia ela acordava com uma seleção de flores que ele mesmo plantou, que ele mesmo cuidou, que ele mesmo adorou até que pudesse colhê-las e presentear a pessoa que mais amava no mundo. Todo dia ela já sabia que acordaria com seu presente e, mesmo assim, o brilho nos seus olhos nunca demonstrava nada menos que a mais completa alegria.
Ele foi até a janela e abriu as cortinas. Quando a luz da manhã adentrou o quarto, ele voltou até a cama e se sentou ao lado dela. Deu um beijo em sua testa e percebeu quando ela começou a acordar. Com os olhos pequenos de sono, suas pálpebras se ergueram e seus olhares se encontraram.
Depois de tantos anos, ele ainda se surpreendia com as emoções que tomavam conta de seu peito toda vez que aqueles olhos verdes encontravam os seus. E quando encontravam... Nem o mais belo dos jardins se comparava àquilo.
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"The most important thing is to enjoy your life — to be happy — it’s all that matters.”


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